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Farmacêutico
Setores de Negócios O mercado de fármacos e medicamentos brasileiro é o nono mais importante do mundo e tende ao crescimento, amparado por fatores como a ampliação do poder de compra da população, a entrada das multinacionais, a crescente participação dos medicamentos genéricos, o alto volume comercializado e a maior diversificação do mix de produtos.
Das seis principais empresas farmacêuticas mundiais quatro estão no Brasil, apresentando acelerado crescimento na produção de genéricos, medicamentos cuja patente expirou e que podem assim ser comercializados a preços mais baixos. Desde a segunda metade da década de 1990 a expansão da produção de genéricos tem sido política pública do Governo Federal. Como resultado, entre 2002 e 2009, o total de vendas desses medicamentos saltou de R$ 588 milhões para R$ 4,8 bilhões. Paralelamente, aprofundam-se os investimentos públicos e privados em projetos de Pesquisa de Inovação (P&D).
De acordo com as previsões do setor, estima-se que o mercado farmacêutico brasileiro como um todo supere os US$ 20 bilhões de faturamento em 2013 – frente a US$ 16, 8 bilhões em 2009.
Nesse cenário, a região sudeste responde por aproximadamente 55% das vendas totais por unidades e por 78% da mão de obra empregada. E o mercado fluminense é o segundo maior do país.
Ficam no Rio de Janeiro dois dos mais importantes centros de produção e desenvolvimento tecnológico do setor no Brasil, o Instituto de Tecnologia em Imuno Biológicos (Biomanguinhos), voltado à produção de vacinas e biofármacos, e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), que não somente atua diretamente no mercado como tem crescentes parcerias com a iniciativa privada nacional e internacional. Ambos funcionam sob a égide de Fundação Oswaldo Cruz, a mais tradicional instituição de pesquisa brasileira na área
O setor conta com amplos benefícios fiscais no âmbito federal (A chamada “Lei do Bem”) e estadual (decreto Nº36.450), visando o incentivo ao investimento e à cadeia farmacêutica. Segundo dados do Ministério de Ciência e Tecnologia, somente em relação aos projetos de P&D tais benefícios chegaram a R$ 84 bilhões em 2011.